Febre depois da vacina: o que é normal e quando se preocupar

Publicado em 22 de julho de 2026

Febre nas 24 a 48 horas depois da vacina é uma das reações mais comuns em bebês e crianças — e, na grande maioria das vezes, é sinal de que o sistema imunológico está respondendo ao estímulo da vacina, exatamente como deveria.

O contrário também vale: se o seu filho não teve febre, a vacina funcionou do mesmo jeito. A intensidade da reação não mede a proteção.

O que é considerado normal

  • Febre baixa (até 38,5 °C) nas primeiras 24–48 horas
  • Irritação, choro mais frequente ou sonolência no dia da aplicação
  • Vermelhidão, inchaço ou dor no local da injeção
  • Perda leve de apetite

Algumas vacinas têm um comportamento diferente: a tríplice viral e a tetraviral, por serem de vírus vivo atenuado, podem causar febre 5 a 12 dias depois da aplicação — o que costuma pegar as famílias de surpresa. É esperado e passa sozinho.

Já a pentavalente está entre as que mais causam febre nas primeiras 48 horas, por conter o componente de coqueluche (pertússis). Reação intensa nas primeiras doses não impede as seguintes — mas conte sempre ao profissional da sala de vacina.

O que fazer em casa

  1. Ofereça mais líquidos — ou amamente com mais frequência, no caso de bebês.
  2. Roupas leves e ambiente arejado; não abafe a criança.
  3. Compressa fria no local da aplicação ajuda na dor e no inchaço.
  4. Antitérmico apenas com orientação do pediatra, na dose certa para o peso — nunca “no olho”.

O que evitar

  • Não dê antitérmico “preventivo” antes ou logo após a vacina sem indicação médica. Além de desnecessário na maioria dos casos, estudos sugerem que o uso profilático pode reduzir levemente a resposta imunológica.
  • Não massageie nem aplique pomadas no local da injeção.
  • Não coloque gelo diretamente na pele (sempre com pano).

Quando procurar o pediatra ou pronto atendimento

  • Bebê menor de 3 meses com febre (qualquer valor) — regra que vale sempre, vacina ou não
  • Febre acima de 39 °C que não cede com antitérmico
  • Febre que dura mais de 72 horas
  • Choro inconsolável por mais de 3 horas seguidas
  • Criança muito apática, “molinha”, difícil de acordar
  • Convulsão, manchas roxas na pele ou dificuldade para respirar

Esses casos são raros, mas merecem avaliação médica no mesmo dia.

Registre a dose e a reação

Anotar qual vacina causou reação ajuda o pediatra nas próximas doses. No app do RadarVacinas você registra cada dose aplicada e recebe lembrete das próximas — sem depender da memória num momento em que ela costuma falhar.